Pular para o conteúdo principal

O que está acontecendo com as mulheres?

Venho notando há anos uma coisa que ninguém, mas ninguém mesmo consegue explicar de maneira convincente e clara. Porque será que as mulheres não paqueram mais, não sorriem nas ruas, nem mostram um semblante amoroso em seu olhar? Isso é um sinal do fim do romantismo num mundo cada vez mais insensível?

As mulheres sempre foram marcadas por serem amáveis, doces, simpáticas. Mas não é isso que a gente vê hoje em dia, principalmente nas ruas das grandes cidades.

Antes que algum engraçadinho me acuse de "preguiçoso" e "medroso", que não quer tomar a iniciativa, digo que o que reclamo aqui nada tem a ver com isso. Até porque não vou tomar iniciativa para conquistar "paredes" que não reagem. Estou questionando a falta de receptividade afetiva por parte das mulheres.

Para conquistar uma mulher, pelo que sei, o homem deve receber um sinal da mulher. Ela tem que estar  receptiva, no mínimo. Somente os mais espertos, daqueles que tem jogo de cintura para resolver problemas em apenas alguns segundos, são capazes de tomar iniciativa diante uma mulher sisuda ou mal humorada.

Ainda ninguém teve a iniciativa de explicar o que está realmente acontecendo com as mulheres, para elas assumirem um comportamento sisudo e apático quando estão em lugares comuns na rua. Tenho algumas hipóteses, que batem contra a tradicional crença coletiva de toda a sociedade brasileira:

- Está fácil de arrumar homem. Muitas delas são até comprometidas ou sabem aonde arrumar um. Ou seja: existem lugares definidos para a paquera, goste ou não deles.
- Mulher não gosta de homem. Só arrastam as asas para eles quando precisam de dinheiro e proteção. Ou seja: quer uma? Dê o que ela quer!

Considerando a crendice popular de que há mais mulheres do que homens e que é moleza arrumar uma, só posso aceitar isso se...

- As mulheres solitárias em excesso vivem trancadas em casa e não usam internet.
- Esse mito só se refere à crianças, idosas e mulheres que não são interessantes.

Muitas coisas ditas pela sociedade, baseadas nestas crenças, são desmentidas pelo que é observado no cotidiano. E essa contradição é que ajuda ainda mais a não-explicação do comportamento sisudo que as mulheres assumem nas ruas.

Comportamento feminino pode derrubar mito da "falta de homens"

Uma das crenças mais populares na sociedade brasileira é o mito de que a maioria das mulheres é solitária e está desesperada por um namorado. isso é mito. Tão falso como aquele que dizia que iogurte de manga era caminho para a morte.

O próprio IBGE teve que admitir que existe um empate técnico entre homens e mulheres. Não existe 0,91 homem. ou é um homem ou vários homens. Se existe cerca de 91 homens para cada mulher, a equação pode ser arrendondada de 1 a 1. Na faixa etária de 25 a 45 anos, a maioria esmagadora das mulheres já está casada ou no mínimo, com um namoro estável. Pesquisas comprovaram isso.

E o comportamento que as mulheres assumem nas ruas e o medo de demonstrar emoções em qualquer lugar é mais um indício de que o mito é falso. As regras do IBGE já mostram que muitos homens não puderam ser incluídos nas estatísticas. E mesmo assim, o empate técnico já é uma realidade, graças a vinda de muitos estrangeiros ao Brasil (esmagadora maioria masculina) e o nascimento maior de meninos. Além do aumento de mortes femininas, sobretudo em localidades de tradição machista (a imbecil tese da "lavagem da honra masculina com sangue").

"Não vim para explicar. Vim para confundir."

Na tentativa de entender essa contradição e encontrar uma forma de desencalhar por vias alternativas, sem ter que entrar na promiscua, arriscada e duvidosa vida das noitadas, atá agora, não existe nenhuma  explicação para isso tudo.

Quem ainda tem a boa vontade de argumentar, diz que não tem jeito, mulheres só demonstram seu afeto em lugares e momentos pré-determinados, mesmo que neles não haja nenhum homem realmente interessante. Sobre isso, quero lembrar um detalhe.

Muitas vezes as mulheres - e os homens também - não se casam com seu parceiro ideal. Pegam geralmente o melhor entre os disponíveis ao seu redor. O melhor possível. O que resulta em muitos casais sem afinidade ou afeto sincero. Como se casar fosse uma obrigação social - para ser incluído na sociedade, principal objetivo de qualquer brasileiro - e para isso, deve se pegar o primeiro que parecer confiável e "atraente".

Voltando, algo que pode parecer estranho é que, para as mulheres, é melhor conhecer um "qualquer um" em uma noitada ou em algum lugar rotineiro (vizinhança, trabalho, grupos religiosos, academia, etc) do que tentar encontrar o homem ideal em uma praça, num ônibus ou numa biblioteca.

E um cara que não tem acesso a estes lugares "próprios", fica na mão, sozinho. Está aumentando cada vez mais o número de homens solitários em nossa sociedade, justamente pela rigidez das regras de conquista imposta pelas mulheres.

Sim, amigos machos, paquera tem regras e quem as define são as mulheres. Esse negócio de que para o amor "não existe regras" é outro mito falso. Se ele fosse verdadeiro, é só eu encontrar uma interessante mulher desconhecida na rua e perguntar se ela queria namorar comigo e iniciar o relacionamento a partir daí.

Um recado para os machos que gostam de dificuldade nas conquistas: só masoquista gosta de dificuldades. Sofrer para conquistar alguém não é nada positivo. Pois o estresse da dificuldade pode refletir num casamento ainda mais estressante.

Um recado às mulheres: dificultar não ajuda nada. Pois justamente os melhores conquistadores, aqueles que conseguem transpor qualquer exigência feminina, normalmente são os piores maridos. Justamente porque eles só querem conquistar. Pega a "presa", perde a graça e para continuar a "diversão", deve se partir para a caça de outra presa. A infidelidade nasce desta ideia.

E continuo ainda sem saber o porquê da sisudez feminina. Ninguém me explica, e nenhuma mulher aparece disposta a ser mais flexível nas paqueras.

E é desta forma que o amor será extinto nesta sociedade cada vez mais automatizada, exigente e egoísta.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O que significa Sugar Daddy?

Muito se fala em "Sugar Daddy", o "Papai Açúcar". Mas realmente o que significa este termo e como atua este tipo de pessoa? Sugar Daddy é uma forma estranha de relacionamento entre um homem muito idoso e uma mulher muito jovem. É algo meio secreto, quase ilegal, socialmente reprovável, que não pode ser assumido publicamente. Consiste no seguinte: um homem idoso, geralmente muito rico ou financeiramente estabilizado, paga uma jovem mulher (Sugar Baby), esta necessitando de alguma ajuda financeira ou impulso para a vida profissional.  Normalmente, a relação da Sugar Babby com o seu Sugar Daddy é distanciada, não somente pela falta de afinidade óbvia entre ambos, mas pelo relacionamento ser uma farsa, na verdade um acordo profissional em que um paga e outro recebe. Como em qualquer acordo selado por contrato (neste caso, a certidão de casamento). A Sugar Baby pode ter a sua vida normal sozinha, até tendo namorados, que não podem ser publicamente assumidos, curtindo a s...

Mulher só quer protetor/provedor. O resto não interessa

Enquanto os homens vão caminhando para a frente na evolução intelectual/sentimental, as mulheres vão na contramão e estão dispostas a retornarem aos velhos tempos do puro instinto primitivo, abrindo mão de raciocínio e do sentimento na escolha de seus parceiros. Visitando vários sites na internet, entende-se o comportamento apático que as mulheres resolveram assumir nos últimos tempos, num total desamor e aumento das exigências, muitas vezes inúteis. Para elas, não interessa mais o homem-companheiro. Agora elas querem cada vez mais o provedor/protetor, igualzinho a maioria das espécies animais. Eu disse maioria? Sim, meus caros amigos. Há espécies de animais, sobretudo entre algumas aves e peixes, em que as fêmeas não se limitam a escolher o trouxa que vai pagar pelas inúteis joias e protegê-las de perigos fictícios. Uma vergonha para a espécia humana. O interessante que ao mesmo tempo que elas são excessivamente exigentes nos aspectos relacionados com o macho provedor/pro...

Estatísticas omitem que maioria feminina só ocorre na faixa acima dos 65 anos

Há um mito consagrado na opinião pública de que as mulheres são maioria. Isso satisfaz o machismo  pois a teoria trata as mulheres como objetos e como tais, devem existir em abundância, como mercadorias a disposição da freguesia masculina.  Mas isso é mero mito e mesmo que os dados sejam reais, um aspecto importante é omito das estatísticas: o de que a maioria feminina só se encontra na faixa etária acima dos 65 anos, consagrada pela sociedade como uma faixa tradicionalmente descartada para a vida afetiva. Nas outras faixas, é nítida a maioria masculina, o que justifica o fato da maioria esmagadora das mulheres estar comprometida. Entre os 25 e 65 anos, é praticamente impossível um homem encontrar uma mulher solteira e disposta a se relacionar com alguém. O excesso de homens facilita o excesso de relacionamentos estáveis e de matrimônios.  O excesso feminino na faixa acima dos 65 anos se justifica pelo fato da maioria dos homens morrerem nesta faixa etária ...