Pular para o conteúdo principal

50 tons de cinza: fábula da Cinderela, metida a erótica, feita para boi dormir

Eu não li  livro, não vi  filme  nem pretendo fazer qualquer uma das duas coisas. O filme, baseado no superestimado livro que , segundo muita gente que leu e se decepcionou, lembra uma versão erótica e urbana da saga Crepúsculo, só que sem monstro.

Na verdade, e mais uma daquelas reconstituições da famosa fábula de Cinderela, e que alegram tanto a sociedade conservadora (quem disse que conservados na gosta de sexo e palavrões?) por manter o homem provedor/protetor e a mulher brinquedo sexual em seus devidos lugares.

Aliás, para isso que o filme serve: para que mulheres lindas continuem virando pistoleiras desejando ricos homens de beleza inalcançável que possam servir para versões de carne em osso de utópicos príncipes encantados ou de versões humanas dos animalescos machos-alfa. 

Tanto mulheres quanto homens irão se decepcionar não apenas com a qualidade do filme - quem viu, achou uma merda - mas também com a mensagem do filme, que mostra um relacionamento fora da realidade, um daqueles muito comuns em revistas femininas tipo Julia e quejandos.

Quer ver, veja para se divertir. Mas não espere transformar o relacionamento mostrado no filme como meta de afetividade em sua vida. O colorido de sua vida vai se resumir a um tristonho tom acinzentado. 

Pelo menos o nome do filme foi adequado. Em tempos sem amor, onde todos preferem proteger animais do que seres humanos e amigos e cônjuges são usados apenas para satisfazer interesses mesquinhos por sexo e dinheiro, a vida afetiva se resume a um preto e branco sem graça. Um festival de enganação onde a palavra "amor" foi reduzida a meras cinzas. Sem tom nenhum.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O que significa Sugar Daddy?

Muito se fala em "Sugar Daddy", o "Papai Açúcar". Mas realmente o que significa este termo e como atua este tipo de pessoa? Sugar Daddy é uma forma estranha de relacionamento entre um homem muito idoso e uma mulher muito jovem. É algo meio secreto, quase ilegal, socialmente reprovável, que não pode ser assumido publicamente. Consiste no seguinte: um homem idoso, geralmente muito rico ou financeiramente estabilizado, paga uma jovem mulher (Sugar Baby), esta necessitando de alguma ajuda financeira ou impulso para a vida profissional.  Normalmente, a relação da Sugar Babby com o seu Sugar Daddy é distanciada, não somente pela falta de afinidade óbvia entre ambos, mas pelo relacionamento ser uma farsa, na verdade um acordo profissional em que um paga e outro recebe. Como em qualquer acordo selado por contrato (neste caso, a certidão de casamento). A Sugar Baby pode ter a sua vida normal sozinha, até tendo namorados, que não podem ser publicamente assumidos, curtindo a s...

Mulher só quer protetor/provedor. O resto não interessa

Enquanto os homens vão caminhando para a frente na evolução intelectual/sentimental, as mulheres vão na contramão e estão dispostas a retornarem aos velhos tempos do puro instinto primitivo, abrindo mão de raciocínio e do sentimento na escolha de seus parceiros. Visitando vários sites na internet, entende-se o comportamento apático que as mulheres resolveram assumir nos últimos tempos, num total desamor e aumento das exigências, muitas vezes inúteis. Para elas, não interessa mais o homem-companheiro. Agora elas querem cada vez mais o provedor/protetor, igualzinho a maioria das espécies animais. Eu disse maioria? Sim, meus caros amigos. Há espécies de animais, sobretudo entre algumas aves e peixes, em que as fêmeas não se limitam a escolher o trouxa que vai pagar pelas inúteis joias e protegê-las de perigos fictícios. Uma vergonha para a espécia humana. O interessante que ao mesmo tempo que elas são excessivamente exigentes nos aspectos relacionados com o macho provedor/pro...

Estatísticas omitem que maioria feminina só ocorre na faixa acima dos 65 anos

Há um mito consagrado na opinião pública de que as mulheres são maioria. Isso satisfaz o machismo  pois a teoria trata as mulheres como objetos e como tais, devem existir em abundância, como mercadorias a disposição da freguesia masculina.  Mas isso é mero mito e mesmo que os dados sejam reais, um aspecto importante é omito das estatísticas: o de que a maioria feminina só se encontra na faixa etária acima dos 65 anos, consagrada pela sociedade como uma faixa tradicionalmente descartada para a vida afetiva. Nas outras faixas, é nítida a maioria masculina, o que justifica o fato da maioria esmagadora das mulheres estar comprometida. Entre os 25 e 65 anos, é praticamente impossível um homem encontrar uma mulher solteira e disposta a se relacionar com alguém. O excesso de homens facilita o excesso de relacionamentos estáveis e de matrimônios.  O excesso feminino na faixa acima dos 65 anos se justifica pelo fato da maioria dos homens morrerem nesta faixa etária ...