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A contradição de casar e morar separado

Muita gente está optando pela contraditória decisão de casar e morar separado. Várias celebridades, mesmo morando na mesma casa, raramente permanece junto, seja por algum motivo (emprego, hobbies diferentes, etc.). Mas todos fazem questão de ver seus nomes ligados a outras pessoas, chamadas "cônjuges". Se é para viver separado, então pra quê casar?

Na verdade, o casamento é uma obrigação social de adulto. Adultos se casam, mesmo quando não há amor nem afinidade. Estar ligado a alguém passa uma imagem positiva a sociedade. Quem casa é amado e por isso tem valor. Quem casa passa a imagem, mesmo ilusória, de alguém que possui qualidades importantes e socialmente admiráveis.

Mesmo o matrimônio estar mostrando ser uma instituição falida, já que vai contra o instinto poligâmico da espécie humana, a maioria das pessoas quer casar. Mesmo que este casamento nada signifique para esta pessoa além de um respeito conquistado diante da sociedade como um todo.

Solteirões costumam ser mal estigmatizados, como pessoas que não sabem conquistar, seduzir ou esconderem graves defeitos. Pega muito mal socialmente para uma pessoa adulta optar por uma vida solitária, mesmo que ela seja benéfica pela pessoa que escolheu esta opção.

Por isso que gente, mesmo estando separada de seus cônjuges, quer contrair matrimônio. As pessoas não se casam com pessoas. Se casam com o casamento. É socialmente positivo estar casado. Por isso que celebridades como a atriz Gwyneth Paltrol faz questão de se casar, mesmo morando em casa separada da do marido, Brad Falchuck.

Não é necessário o convívio para se sentir casado. Até porque estar junto o tempo todo enoja a maioria das pessoas, que odeia casais do tipo grude. Gente que vive junta o tempo todo lembra gêmeos siameses ou aquele filme horroroso da centopeia humana, aberrações que causam asco para a sociedade em geral. 

Socialmente, basta apenas eleger alguém como "cônjuge" e ligar seu nome a ele, garantindo alguma fidelidade, mesmo estando longe. O cumprimento de obrigações matrimonias é o suficiente para deixar a sociedade tranquila. Sempre evitando os extremos do casamento-grude ou da solteirice crônica, ambas reprovadas pela sociedade em geral.

Ser solteiro é muito triste numa sociedade que consagra o matrimônio como uma obrigação da vida adulta. Por isso que a maioria faz questão de se casar com alguém. A solteirice pode empurrar qualquer um para uma solidão absolta, onde ninguém estará disposta a abrir os braços - e os bolsos - para ajudá-lo.

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