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Regras de conquista não impedem as mulheres de serem infelizes em relacionamentos

A tradição diz que as mulheres são famosas por ser excessivamente exigentes. O gozado é que justamente naquilo que elas deveriam ser exigentes não são. Todos os critérios de escolha e regras de conquista impostos por elas estão relacionados com o estereótipo do macho protetor e provedor. Mas nada relacionado ao homem companheiro e é o relaxamento deste último aspecto que estraga os relacionamentos.

Visitando sites que ensinam a conquistar mulheres, dá para perceber as exigências absurdas feitas por elas na ânsia de encontrar o homem "perfeito". Para muitas, acredite se quiser, homem perfeito é aquele que cumpre perfeitamente as funções de provedor e protetor, mas imperfeitamente a função de companheiro. Isso é estranho, pois os dois primeiros aspectos não condizem mais com os dias de hoje, sendo cada vez mais necessário o terceiro aspecto, mas necessário para um relacionamento feliz.

Pra quê um provedor, se a mulher já está inserida no mercado de trabalho, tendo inclusive maior facilidade de aceitação, principalmente durante entrevistas de emprego? Pra quê um protetor, se por mais violenta que esteja a sociedade, estamos longe dos violentos tempos dos gladiadores e dos bárbaros, muitos mais bélicos que os dias de hoje? 

Sem contar que um homem alto e/ou forte nunca é garantia de proteção, já que muitos desse tipo, acomodados com a facilidade de conquistar mulheres, pouco ou nada se preocupam em proteger suas mulheres, largando-as ao "deus-dará". Isso quando estes homens não tem índole violenta, pois se tivessem, os relacionamentos acabariam de forma bem trágica, como em tantos crimes passionais que multiplicam nos dias de hoje.

Mesmo sendo rigorosas nestes dois aspectos, as mulheres vem mergulhando em relacionamentos cada vez mais infelizes. Como acabei de dizer, homens privilegiados, pela facilidade que possuem na conquista, acabam desvalorizando as mulheres ("se eu perder uma, logo vou arrumar outra") que possuem, transformando o relacionamento em uma solidão a dois, onde cada um vai para o seu canto (o homem para o futebol e outros esportes e a mulher para os filhos ou para as compras inúteis).

Mas ao invés de afrouxar suas exigências nestes dois aspectos e focar mais o lado do companheiro, as mulheres, ao encerrarem relacionamentos fracassados, agem da mesma forma, mantendo os mesmos critérios e regras, dando início (salvo raras exceções) a outros relacionamentos que tendem ao mesmo fracasso. Como alguém que troca um "produto" defeituoso por outro também defeituoso, muitas vezes com o mesmo defeito.

E o que elas devem fazer? Simples: esquecer o provedor/protetor e focar mais o companheiro. Inteligência, bondade, tranquilidade são fatores que garantem muito mais a segurança e o sucesso de um relacionamento do que dinheiro ou porte físico. As mulheres precisam entender que os tempos atuais não comportam mais o provedor/protetor. Que um companheiro tem condições de oferecer segurança a sua companheira, mas sem cumprir estereótipos, enganando suas mulheres e a si mesmos.

Mudar lugares e regras de conquista também ajuda muito pois em bares, boates e outros tipos de festas as chances são muito maiores de se adquirir o provedor/protetor estereotipado, mas não o tipo companheiro, cada vez mais raro nesses ambientes.

Os homens de melhor índole não curtem estes lugares por saber que não estão adequados a quem quer um relacionamento estável. Por isso mesmo que, apenas homens de melhor índole se encalham com mais facilidade que os machos estereotipados. Por não se esquadrarem em estereótipos e não gostarem de lugares e formas de conquista que sejam fúteis.

Pensem nisso mulheres. Ou vocês mudam critérios e regras de paquera, ou tudo permanecerá na mesma, com casamentos cada vez mais fracassados e maridos cada vez piores.

Não é a instituição casamento que está falida. São as conquistas que estão cada vez mal pensadas e malfeitas, ainda presas na satisfação dos instintos de milhares de anos atrás.

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