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Campanhas contra assédio agressivo não espantam agressores. Espantam os que discordam disso

É uma boa notícia ver as mulheres se mobilizarem contra o evidentemente reprovável assédio violento. Não é porque eu sou homem que tenho que concordar com a investida de um bando de engraçadinhos que ainda enxerga as mulheres como brinquedos sexuais e as tocam como se elas lhes pertencessem. Nada disso.

Admiramos as mulheres que têm vontade, decisão e me uno a elas na tentativa de barrar de uma vez por todas qualquer tipo de tentativa de assédio agressivo, por mais leve que seja. Mulheres são seres humanos e devem ter a sua dignidade respeitada. Se usam pouca roupa em certos eventos como no Carnaval, em sua maioria não é para seduzir e sim para suportar o calor e/ou se movimentar melhor durante as danas carnavalescas (gente, Carnaval é festa para dançar!!!). Os tarados de plantão que se aquietem e se tranquem em uma banheiro para tocar punheta, que é melhor.

Mas apesar de (ou justamente por) apoiar o movimento das mulheres contra os abusos de homens mais afoitos, creio que a campanha não está sendo feita da melhor maneira. Está parecendo um ódio anti-macho. Acho que as campanhas deveriam ser repensadas e feitas de outra forma.

Afastando os homens gentis e respeitadores

Acontece que as campanhas não estão afastando os tarados assediadores. Assediadores são pessoas que não enxergam limites e campanhas desse tipo serão facilmente ignoradas por eles, que arrumarão um ou outro jeito de satisfazer suas taras irresponsáveis. O que as campanhas estão fazendo é justamente afastar os homens gentis, que discordam desse assedio violento.

Homens gentis sempre respeitam a dignidade feminina. Muitos sonham em relacionamentos estáveis com mulheres com personalidade, inteligência e bom humor. Não são contra o sexo, mas sabem que é algo com menor importância, por ser feito por poucos minutos, reconhecendo que um relacionamento afetivo é muito mais do que beijos, abraços e transa. 

Os homens respeitadores sabem que o verdadeiro objetivo de cada relacionamento é o crescimento pessoal de cada integrante do casal por meio da troca de experiências e do auxílio que deve ser mútuo. O sexo é apenas um dos ingredientes de um relacionamento, algo que corresponde a - acreditem - menos de 1% do cotidiano de um casal.

Vamos propor soluções para estes casos?

As campanhas afastam os homens respeitadores que se assustam com a dureza dessas campanhas e por não saber como chegar a uma mulher de maneira respeitosa. As mulheres ainda não explicaram como querem ser paqueradas e mantém aquele cacoete tipicamente brasileiro de ficar reclamando de problemas sem propor soluções racionais.

Homens respeitadores entendem os motivos das mulheres quererem se defender. Só não entendem o que as mulheres definem como "paquera respeitosa", já que elas ainda não disseram de forma clara e definitiva como querem ser paqueradas. O medo é que mesmo sendo gentis, os homens possam ser mal interpretados.

O grande risco é das mulheres e homens ficarem encalhados pela falta de entendimento. A falta de diálogo e da procura por soluções tem criado uma espécie de guerra fria dos sexos em que a troca de acusações e o medo mútuo substituem a negociação. De um lado, as mulheres que cismaram que todos os homens são tarados. Do outro, homens com medo de serem confundidos com estes tarados, mesmo sem sê-los.

Algo precisa ser resolvido senão a solidão, que está sendo eleito o mal deste seculo que se inicia, agravado pela onda de ódio que surge com a mudança de valores exigida pelos novos tempos (conservadores sonham em perpetuar os tempos antigos e ser revoltam contra mudanças) pode aumentar ainda mais, extinguindo a vida afetiva e forçando as pessoas a viverem solitárias, perdendo a valiosa oportunidade da troca de experiências, necessária para a evolução humana.

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